Grupo de Estudos Avançados em Saúde e Exercícios

 

O Paradigma da AIDS

Victor Meloni

22/05/2005

No mundo em que vivemos existe uma infinidade de doenas que acometem os seres humanos, desde uma simples gripe (que via de regra no tem cura) e foi responsvel pelo maior massacre na histria da humanidade com o vrus influenza, na famosa gripe espanhola, at o temido cncer. Todavia, provvel que nenhuma das enfermidades conhecidas pelo homem cause mais expectativas negativas do que a AIDS. Esta sigla significa Sndrome da Imunodeficincia Adquirida que, em ltima anlise, se traduz na capacidade reduzida, ou deficiente, do sistema imune em lidar com outras infeces, que quando surgem so consideradas oportunistas e, nesta condio, se tornam potencialmente mais perigosas. 

De acordo com a ordem vigente a AIDS provocada por um vrus denominado HIV (vrus da imunodeficincia humana), sendo assim uma doena infecciosa. Interessantemente, h cerca de 4000 indivduos com AIDS em todo mundo que no apresentavam infeco pelo HIV. H algum tempo alguns eminentes pesquisadores comearam a discordar deste Status Quo, argumentando que no havia provas cientficas o suficiente que associavam o vrus HIV AIDS. Os mais radicais afirmam at mesmo que o HIV tampouco existe. Estes dissidentes parecem possuir argumentos fortes, como podemos observar nos comentrios do Professor Doutor Roberto Giraldo, ex-catedrtico de Imunologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Antiquia, na Colmbia, e presidente do Grupo para a Reavaliao Cientfica da Hiptese do HIV-AIDS: 

A AIDS no uma doena infecciosa; no causada por vrus e no se transmite por via sexual. Admitir a existncia de um vrus que at o momento no foi possvel isolar como origem da AIDS negar as verdadeiras causas de uma infinidade de sintomas e patologias que a indstria mdica decidiu chamar de AIDS, como so as enfermidades da pobreza e o enfraquecimento do sistema imunolgico da raa humana. Admitir isso questionar no s a origem de uma doena, como tambm a de grande parte dos problemas sanitrios mundiais. A soluo para a grande maioria desses problemas no depende de novos medicamentos e vacinas, mas de uma poltica justa, tica e solidria, hoje inexistente. 

Estes cientistas so, claro, rechaados veementemente pela comunidade cientfica tradicional e suas pesquisas no so publicadas em nenhum peridico cientfico reconhecido internacionalmente, tampouco conseguem verbas colossais de industrias farmacuticas que esto investindo bilhes de dlares para encontrar uma nica vacina que resolva o problema de mais de 6 milhes de pessoas com AIDS, no como a conhecemos por meio da mdia e sim como definem os dissidentes, ou seja o estado mximo de degenerao em que o ser humano pode chegar, no qual, antes da AIDS, havia muitas doenas e condies que indicavam uma deteriorao do organismo em andamento, e com a chegada deste fenmeno verificamos um colapso de todos os sistemas orgnicos, no apenas do imunolgico. Quando o sistema imune est enfraquecido, somos acometidos por inmeras patologias, como pneumonia, candidase, toxoplasmose e tantas outras. Uma vez que o este sistema no consegue controlar suas defesas nos rgos, ocorrero sinais clssicos da AIDS, como diarria, demncia, perda acentuada da massa magra e conseqente fraqueza, tumores como o sarcoma de Kaposi (tumores que comeam na pele e acabam penetrando nos pulmes), entre outros. Todavia, se alguns destes problemas ocorrer de maneira isolada, no se caracteriza AIDS. Para que o individuo tenha esta enfermidade, necessrio que varias destas infeces acontecem simultaneamente. 

Celeumas de propores hercleas se do quando estes cientistas dissidentes afirmam que, por no ser uma doena infecciosa, uma vez eu no h nenhum vrus que a cause e, portanto, no pode ser transmitido, no se pega AIDS por meio da relao sexual, sendo a camisinha apenas eficiente como mtodo contraceptivo e para evitar o contgio por doenas reconhecidamente provocadas por agentes infecciosos, ou vrus, como a sfilis, a gonorria e outras DST (doenas sexualmente transmissveis). Estes pesquisadores so contundentes ao afirmar que no existe prova cientfica de que esta doena causada pelo HIV, e quando se recorre s pesquisas para encontrar a gnese da transmisso da AIDS pela via sexual, no se encontra nada, nenhuma publicao que consiga sustentar este argumento. E a respeito dos grupos de risco? Os homossexuais? O professor Roberto Giraldo responde: 

Na dcada de sessenta, comeou um movimento de libertao que levou ao exagero de certos direitos, dando lugar a orgias e ao consumo excessivo de drogas durante o ato sexual, entre as quais, os poppers (nitritos de amila e butila), usados como afrodisacos que estimulam o desejo sexual e produzem o relaxamento de alguns esfncteres do corpo humano, permitindo a penetrao de objetos grandes no reto ou outros orifcios. Os primeiros casos de AIDS em 1981 apareceram num grupo de homossexuais de Los Angeles que realizavam esse tipo de prticas anormais. Enfatizo a caracterizao de anormais, porque preciso esclarecer que a homossexualidade nunca foi causadora de doena; uma forma de vida que existe h milhares de anos e to comum e regular quanto a heterossexual. Foi ento que o CDC Centro de Controle das Doenas, dos Estados Unidos, cometeu um tremendo erro: no se perguntou o que tinha acontecido com essas pessoas. Os pesquisadores. determinaram que como era um grupo de homossexuais a AIDS era uma doena de transmisso sexual. 

Logicamente no para por a, h ainda a transmisso por seringas. De acordo com estes pesquisadores, so os prprios componentes qumicos das drogas que deterioram o sistema imunolgico, ocasionando o surgimento da AIDS. Ento qual , ou seriam, a causa da AIDS? Como esta doena significa uma deteriorao do sistema imune, h (segundo estes pesquisadores), cinco grandes agentes: os de origem qumica (drogas, antibiticos, detergentes...), os de origem fsica (o rudo, viver em grandes alturas ou grandes profundidades, o campo eletromagntico a que estamos submetidos pela criao cada vez mais freqente de aparelhos eltricos que produzem pequenas radiaes que, com o tempo, vo minando o sistema imunolgico), os biolgicos (tudo aquilo que entra no corpo com vida, como o sangue, as vacinas, o smen...), os agentes mentais (a prpria histeria de pnico AIDS est criando estresse de fato, h pessoas que fazem os exames todos os meses at sair positivo, pois est comprovado que o estresse produz grande aumento de anticorpos poliespecficos no sangue, os quais provocam uma reao positiva nos exames, mesmo no havendo nenhuma infeco a ansiedade, a depresso, viver negativamente...), e os agentes nutricionais (o excesso de comida errada ou a falta de comida saudvel. 

Nos pases pobres a AIDS causada por fome, (porque no se come o suficiente para satisfazer as necessidades do organismo). E antecipando a provvel pergunta sobre a frica, onde h muito existe escassez de alimentos e, portanto, fome, e s agora se evidencia um nmero alarmante de casos de AIDS, forneo, mais uma vez, o argumento de Roberto Giraldo: 

Sim, mas antes a frica e os pases pobres nunca haviam sido to pobres como agora, e tudo tem limites. A renda per capita est diminuindo; h cada vez menos dinheiro para comprar o bsico; cada vez se come menos. A falta de comida est fazendo com que as crianas nasam menores e cresam menos e que a expectativa de vida diminua... Isso indica que a pobreza no a mesma de sempre e que o corpo j no agenta mais! As pessoas na frica tm fome, desnutrio, parasitas, e falta de higiene em decorrncia da pobreza a que esto submetidos; por isso que l h tantos casos de AIDS. 

Com o surgimento dos novos medicamentos para tratamento da AIDS, como o caso das drogas anti-retrovirais ou terapia anti-retroviral de alta atividade (HAART), dentre os quais temos os inibidores da protease, a situao dos indivduos enfermos ficou ainda mais crtica, pois todos os medicamentos desenvolvidos para combater vrus so extremamente txicos, e a medicina j sabe disto h mais de cem anos. de se estranhar que as industrias farmacuticas agora neguem o que se sabe sobre virologia, conhecimento construdo atravs de um sculo, e se empenhem em criar um medicamento para tratar um vrus que nem sequer foi isolado, ou cultivado, argumenta Roberto. De estes cientistas, a imagem do HIV mostrada na Conferncia Internacional da AIDS (patrocinada fundamentalmente pelas indstrias farmacuticas) que ocorreu em julho de 2002, no passa de uma representao virtual! 

Referncias
Dr.Roberto Giraldo, Sida Y Agentes Estresantes, Editorial de La Universidad de Antioquia, Colombia. Em sua pesquisa, o Dr. Giraldo destaca as principais contribuies cientficas de Peter Duesberg e do Grupo de Perth dirigido por Eleni Papadopulos-Eleopulos.